← Voltar
Semana 1 · Social Selling

Operação reativa vs. governável

Post 1

Tem operação que só roda porque tem um "cara que resolve tudo".

Isso não é controle. É sorte com prazo de validade.

O erro mais comum é achar que ter alguém que "dá conta" é sinal de operação madura. Na prática é o oposto: é a prova de que a operação nunca foi estruturada. Ela só funciona enquanto essa pessoa não tira férias, não fica doente e não pede demissão.

Quando o "herói" sai — e um dia sai — some com ele o histórico de decisão, o critério pra tratar exceção, o jeito de negociar com o motorista. A empresa descobre, geralmente na pior hora, que não tinha processo. Tinha um funcionário insubstituível.

Operação madura não depende de talento individual pra sobreviver. Depende de regra, SLA e evidência — coisas que continuam funcionando mesmo quando a pessoa muda de emprego.

Se sua operação treme quando uma pessoa específica tira 3 dias de folga, você não tem uma operação. Tem uma dependência disfarçada de eficiência.

Post 2

Uma vez uma operação liberou um embarque "porque sempre deu certo assim".

Não deu certo dessa vez.

O erro de leitura aqui não foi da pessoa — foi do sistema que deixou essa decisão depender do feeling de alguém em vez de um critério registrado. "Sempre deu certo" não é dado. É sorte acumulada. E sorte não escala.

O impacto real aparece quando o embarque atrasa — ou pior, quando vira sinistro. Ninguém consegue explicar por que a decisão foi tomada. Não tem critério pra auditar, não tem regra pra apontar o que faltou. Só a palavra de alguém dizendo "eu achei que ia dar certo".

A resposta não é tirar a decisão da pessoa. É dar critério pra ela decidir: regra clara de quando liberar, quando escalar, quando parar. A exceção continua existindo — sempre vai existir — mas passa a ter tratativa, não palpite.

Decisão no feeling parece rápida. Decisão com critério é rápida e sobrevive à auditoria.